A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou parcialmente o Plano de Desenvolvimento da Petrobras para o projeto Sergipe Águas Profundas (Seap), situado na bacia de Sergipe-Alagoas. A estatal agora tem um prazo de 60 dias para apresentar uma nova delimitação para os campos Agulhinha/Cavala e Palombeta/Budião, um passo crucial para a continuidade das operações na região.
Além da aprovação do plano, a ANP decidiu prorrogar os contratos de concessão que deveriam expirar em 2048. A concessão da plataforma FPSO Seap 2 foi estendida até 2057, e a de Seap 1 até 2055, garantindo a operação das plataformas até o final de sua vida útil. Essa medida é vista como essencial para a segurança energética do Brasil, especialmente em um contexto de diminuição do fornecimento de gás da Bolívia.
O ex-presidente do Conselho de Administração da Petrobras e atual diretor da ANP, Pietro Mendes, destacou que a prorrogação poderá resultar em até US$ 1,4 bilhão em receitas adicionais para o governo. As unidades do Seap têm a capacidade de produzir 120 mil barris de petróleo e 12 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia, sendo que parte significativa do gás será exportada via gasoduto para a costa brasileira.

