Os dados mais recentes do British Retail Consortium (BRC) indicam que os preços dos alimentos no Reino Unido subiram 3,9% em janeiro, em comparação com o mesmo mês do ano anterior. Essa alta é atribuída ao aumento das contas de energia e à elevação das contribuições do seguro nacional para empregadores, decidida pela chanceler Rachel Reeves. Esses fatores têm pressionado fornecedores e supermercados, que enfrentam dificuldades para absorver os custos elevados.
Além do aumento nos preços dos alimentos, os dados do BRC mostram que o preço de todos os bens nas lojas subiu 1,5% em janeiro, superando a expectativa de economistas, que estimavam um aumento de apenas 0,7%. Essa taxa de crescimento é também superior à média de três meses de 0,9%, sugerindo uma tendência crescente de inflação nos preços de bens essenciais. O cenário é preocupante para os consumidores, que já lidam com o impacto da inflação em suas despesas diárias.
As implicações desse aumento são significativas, pois indicam um potencial agravamento da crise do custo de vida no Reino Unido. Com os consumidores enfrentando preços cada vez mais altos, a pressão sobre os orçamentos familiares deve aumentar. Especialistas alertam que, se essa tendência continuar, pode haver um impacto negativo na economia, à medida que o consumo se reduz em resposta aos custos elevados.

