Justiça apreende passaporte de fundador da Polishop por dívidas bancárias

Rafael Barbosa
Tempo: 2 min.

A Justiça de São Paulo determinou a apreensão dos passaportes de João Appolinário e Carlos Marcos de Oliveira Neto, fundadores da Polishop, devido a uma ação de cobrança movida pelo banco Itaú. A decisão, publicada em 22 de janeiro de 2026, refere-se a um empréstimo de R$ 5 milhões, com inadimplência registrada desde abril de 2024. O juiz Douglas Iecco Ravacci estabeleceu que a apreensão dos passaportes ocorrerá por um período de dois anos.

O processo legal está em andamento na 33ª Vara Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo e reflete o histórico de tentativas frustradas de localização de bens dos executados. Segundo o magistrado, a resistência ao cumprimento das ordens judiciais justifica a adoção de medidas coercitivas, como a apreensão dos passaportes. Além disso, a Polishop se encontra em recuperação judicial desde 2024, com dívidas estimadas em R$ 395,6 milhões e um plano de reestruturação que gerou conflitos internos entre os sócios.

A situação da Polishop se agravou devido a desentendimentos entre Appolinário e Oliveira Neto, que começaram em 2019 e se intensificaram com a pandemia. A empresa, que apresentou um modelo de franquias para reestruturação, viu a participação de Oliveira Neto cair para menos de 3% em 2024. O desdobramento deste caso pode impactar a recuperação financeira da empresa e suas operações no mercado varejista.

Compartilhe esta notícia