João Appolinário, fundador da Polishop, teve seu passaporte apreendido pela Justiça de São Paulo em decorrência de uma dívida de mais de R$ 1,9 milhão com o banco Itaú. A decisão, que se estende por dois anos, foi proferida pelo juiz Douglas Ravacci e atende a um pedido do banco após a empresa deixar de cumprir pagamentos de um empréstimo contraído em 2020.
A Polishop, atualmente em recuperação judicial, contratou um empréstimo de R$ 5 milhões, mas falhou em honrar os compromissos financeiros desde abril de 2024. O Itaú argumentou que, apesar da penhora de bens, não houve pagamento parcial da dívida. Além da apreensão do passaporte, Appolinário é alvo de outras ações judiciais, incluindo a penhora de imóveis para garantir pagamentos de dívidas relacionadas a sua empresa.
A situação financeira da Polishop e a responsabilidade pessoal de Appolinário nas obrigações contratuais trazem à tona questões sobre a gestão da empresa e os desdobramentos de sua recuperação judicial. Com um patrimônio declarado superior a R$ 170 milhões, o empresário ainda pode recorrer da decisão judicial, mas enfrenta um cenário complexo em meio a múltiplas pendências financeiras.

