Sete soldados nipo-americanos foram promovidos a oficiais em uma cerimônia solene realizada em Honolulu, Havaí, na última segunda-feira. O evento marcou 80 anos após suas mortes durante a Segunda Guerra Mundial, quando lutaram pelo país, mesmo sendo considerados ‘alienígenas inimigos’ após o ataque a Pearl Harbor em 1941.
Os sete soldados, que eram cadetes do programa ROTC da Universidade do Havaí, serviram inicialmente na Guarda Territorial do Havaí. Com o início da guerra, foram impedidos de servir nas forças armadas e se juntaram a um batalhão civil. Posteriormente, ingressaram no Regimento nipo-americano, que se tornou uma das unidades mais condecoradas da história militar dos EUA, apesar de enfrentarem discriminação e a internação de seus familiares.
A cerimônia de homenagem não apenas destaca o sacrifício desses soldados, mas também levanta questões sobre a representação de minorias na narrativa histórica americana. A promoção postuma, realizada em um clima político conturbado, é vista como um reconhecimento tardio e necessário de suas contribuições. Especialistas e familiares enfatizam a importância de honrar o legado desses homens, que serviram com bravura em um período de intensa adversidade.

