A Prévia do Copom desta semana destaca um descompasso entre as expectativas do mercado e as decisões do Banco Central do Brasil. Embora analistas e instituições financeiras acreditem que o cenário macroeconômico já permitiria cortes na taxa Selic, a maioria dos especialistas prevê que a taxa se manterá em 15% ao ano na reunião marcada para esta quarta-feira, 28 de janeiro.
Entre as instituições que avaliaram o cenário estão Bank of America, BTG Pactual, Bradesco e BGC Liquidez, que projetam cortes de juros entre 0,25 e 0,50 ponto percentual ao longo do início do ciclo. No entanto, a expectativa predominante é de que o Comitê de Política Monetária opte pela manutenção da taxa, aguardando sinais mais robustos de convergência inflacionária antes de agir. Além disso, a pressão do calendário eleitoral e a instabilidade do cenário externo também influenciam a decisão.
Se o ciclo de cortes for iniciado, a trajetória deve ser gradual e condicionada à continuidade da melhora inflacionária. Especialistas ressaltam que a comunicação do Banco Central será crucial para evitar uma reprecificação abrupta da curva de juros. Portanto, enquanto o mercado debate a necessidade de cortes, a cautela da autoridade monetária indica que a Selic pode permanecer elevada por um período maior.

