A General Motors (GM) reportou um prejuízo líquido de US$ 3,31 bilhões no quarto trimestre de 2025, um aumento em relação ao prejuízo de US$ 2,96 bilhões do mesmo período do ano anterior. Contudo, o lucro ajustado por ação ficou em US$ 2,51, superando a expectativa de analistas, que era de US$ 2,27. A receita totalizou US$ 45,28 bilhões, uma queda de 5,1% em relação ao ano passado, abaixo do esperado de US$ 46,22 bilhões.
O resultado negativo foi influenciado por encargos especiais que ultrapassaram US$ 7,2 bilhões, decorrentes de ajustes na capacidade de produção e investimentos em veículos elétricos. Essas medidas são uma resposta à previsão de queda na demanda por veículos elétricos e mudanças nas políticas governamentais dos EUA, que incluem o fim de incentivos ao consumidor e alterações nas normas de emissões. Além disso, a GM anunciou um aumento de US$ 0,03 no dividendo trimestral, elevando-o para US$ 0,18 por ação, e um novo programa de recompra de ações no valor de US$ 6 bilhões.
Após a divulgação dos resultados, as ações da GM tiveram um aumento de 5,21% no pré-mercado em Nova York, indicando uma reação positiva do mercado apesar do prejuízo declarado. A estratégia de recompra de ações e o aumento do dividendo podem refletir um otimismo cauteloso em relação ao futuro da empresa, à medida que ela se adapta às novas realidades do setor automotivo. A GM continua a trabalhar em sua transição para veículos elétricos, buscando equilibrar os desafios financeiros com a inovação e a sustentabilidade.

