O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M) apresentou um aumento de 0,63% em janeiro de 2026, superando o avanço de 0,21% observado em dezembro do ano anterior. Essa variação foi divulgada pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e indica um acúmulo de 6,01% de alta nos últimos 12 meses, evidenciando a pressão inflacionária no setor da construção civil.
Os preços de materiais e equipamentos tiveram um aumento significativo de 0,35% em janeiro, em comparação com 0,11% em dezembro. Esse avanço foi impulsionado por uma recuperação nos preços de materiais para instalação, que passaram de uma queda para uma alta relevante. Entretanto, o setor de serviços apresentou uma desaceleração, com variação reduzida de 0,27% para 0,25% no mesmo período, segundo a FGV.
Os principais fatores que pressionaram o INCC-M foram os aumentos nos custos de mão de obra, incluindo o pedreiro e o armador. Por outro lado, alguns itens como a conta de energia elétrica e tubos de PVC conseguiram conter a alta do índice. Esses dados ressaltam a complexidade do cenário econômico atual, que envolve tanto pressões inflacionárias quanto contribuições para a moderação dos preços em certos segmentos.

