A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) está sob pressão devido a limitações orçamentárias e de pessoal, conforme aponta Henrique Machado, ex-diretor da autarquia. Ele ressalta que a incidência de fraudes no mercado de capitais, como os casos Master e Reag, tem testado a capacidade de supervisão da CVM em meio a um cenário de orçamento defasado e falta de recursos humanos adequados.
Machado observa que, apesar do crescimento do mercado supervisionado pela CVM, a estrutura da autarquia não acompanhou esse avanço, resultando em desafios operacionais e na produtividade das áreas técnicas. O orçamento da CVM não cresceu na mesma proporção das receitas, e as recentes nomeações de novos servidores, incluindo a presidência definitiva de Otto Lobo, ainda não resolveram as lacunas na liderança durante a crise.
A situação é complexa, pois a autarquia continua a enfrentar pressão em sua capacidade de agir diante de fraudes enquanto aguarda a apreciação das nomeações pelo Senado. Embora haja um alívio com o atendimento a pleitos orçamentários pelo governo, a CVM precisará de investimentos significativos em tecnologia e treinamento para garantir sua eficácia na supervisão do mercado de capitais.

