CPI investiga gastos do Banco Master com advocacia milionária

Eduardo Mendonça
Tempo: 1 min.

O senador Alessandro Vieira, relator da CPI do Crime Organizado, anunciou que a comissão irá investigar os vínculos do Banco Master com membros dos Três Poderes. Ele mencionou a necessidade de requerimentos formais para acessar documentos, destacando gastos de quase R$ 1 bilhão em dois anos com escritórios de advocacia, e pede transparência sobre esses contratos.

Vieira exemplificou a situação ao citar pagamentos mensais de R$ 4 milhões ao escritório da família de um ministro, questionando a ausência de serviços concretos prestados. Para o relator, a magnitude desses contratos em um mercado jurídico deve ser justificada, e a falta de explicações torna a situação alarmante. A CPI não fará julgamentos precipitados, mas enfatiza a importância de uma análise rigorosa dos fatos.

O senador também criticou a Procuradoria-Geral da República pela sua inação em relação às suspeitas envolvendo o Banco Master. Ele argumentou que a CPI é essencial para examinar o impacto desse relacionamento nos Três Poderes e afirmou que a verdadeira natureza dos pagamentos só será esclarecida por meio de uma investigação detalhada. A apuração rigorosa é vital para descobrir as motivações por trás dos gastos significativos da instituição.

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