Uma escavação no sítio arqueológico de Xigou, na província de Henan, na China, revelou um conjunto significativo de 2.601 artefatos de pedra datados entre 160 mil e 72 mil anos atrás. O estudo, que foi publicado na revista Nature Communications, apresenta a evidência mais antiga no leste da Ásia de objetos que utilizam partes acopladas, desafiando a noção de que tecnologias complexas surgiram previamente em outras regiões como a África e a Europa Ocidental.
Os artefatos, predominantemente feitos de quartzo e quartzito, demonstram um processo de fabricação que exigia planejamento e habilidade. Os pesquisadores identificaram instrumentos com funções variadas, utilizados para cortar, raspar e perfurar, com marcas de desgaste que indicam o trabalho de materiais vegetais. Esta descoberta sugere um entendimento avançado do funcionamento de ferramentas compostas, um sinal de capacidade cognitiva superior entre os hominínios da época.
As implicações dessa descoberta são vastas, pois indicam que a evolução técnica humana pode ter sido mais igualitária geograficamente do que se acreditava. Em vez de um progresso concentrado em regiões específicas, diferentes grupos humanos podem ter desenvolvido inovações de forma paralela, refletindo capacidades técnicas avançadas em uma escala global. Isso não apenas reescreve a pré-história, mas também fornece novos insights sobre a evolução humana e a dispersão cultural.

