Cientistas encontram formiga fóssil em âmbar de Goethe com 40 milhões de anos

Carlos Eduardo Silva
Tempo: 2 min.

Em uma descoberta surpreendente, uma equipe de pesquisadores da Universidade Friedrich Schiller de Jena identificou uma formiga fóssil com mais de 40 milhões de anos em um pedaço de âmbar que pertenceu ao renomado poeta e filósofo alemão Johann Wolfgang von Goethe. A análise foi realizada utilizando tomografia por microcomputador baseada em radiação síncrotron, uma técnica que permite visualizar o interior de materiais sem danificá-los.

A formiga, classificada como Ctenobethylus goepperti, é uma espécie extinta que habitou florestas quentes e úmidas durante o período Eoceno. Os cientistas destacam a excepcional preservação do espécime, que possibilitou a visualização de estruturas internas raramente preservadas em fósseis. Além da formiga, outras duas inclusões de insetos também foram identificadas na coleção de Goethe, revelando um rico vestígio da vida microscópica da época.

Este achado tem grandes implicações para a paleontologia, pois oferece uma nova perspectiva sobre a vida em épocas passadas e a evolução das formigas. A pesquisa não apenas enriquece o conhecimento científico, mas também destaca a importância das coleções históricas, que continuam a revelar segredos do passado. A descoberta sublinha a relevância de técnicas modernas na análise de amostras antigas, permitindo avanços significativos na compreensão da biologia e ecologia de espécies extintas.

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