Nesta terça-feira (27), o Relógio do Juízo Final, que simboliza a iminência do fim do mundo, foi adiantado para 85 segundos da meia-noite. O Boletim dos Cientistas Atômicos anunciou a mudança em um contexto de crescentes preocupações com o uso de armas nucleares, mudanças climáticas e a disseminação de desinformação. Este é o momento mais crítico desde a criação do relógio, em 1947.
O anúncio coincide com tensões internacionais e a desestabilização da ordem global, amplificadas por decisões do governo dos Estados Unidos que incluem o abandono de tratados essenciais. O comitê de cientistas responsáveis pela decisão, que conta com vencedores do Prêmio Nobel, ressaltou a crescente hostilidade entre potências como Rússia, China e EUA. Além disso, enfatizou o colapso de acordos globais que anteriormente promoviam a cooperação para mitigar riscos nucleares e ambientais.
As implicações desse avanço no relógio são alarmantes, sinalizando uma corrida armamentista iminente e a deterioração das políticas climáticas. A expiração do Tratado Novo START entre EUA e Rússia, bem como a pressão para implementar novos sistemas de defesa, intensificam os riscos associados. Em um panorama de crescente divisão e desinformação, a crise atual exige uma ação global coordenada para evitar uma catástrofe futura.

