No dia 22 de janeiro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou em Davos, na Suíça, a formação do ‘Conselho de Paz’ em Gaza, uma iniciativa respaldada pelo Conselho de Segurança da ONU. O objetivo do conselho é intervir no conflito entre Israel e Hamas e coordenar a reconstrução da região, conforme acordos e resoluções da ONU previamente estabelecidos.
A proposta, que prevê a criação de um comitê liderado por Trump e composto por figuras influentes como o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, gera preocupações entre analistas e líderes internacionais. Especialistas observam que o conselho pode rivalizar com a ONU, sinalizando uma mudança na abordagem diplomática dos Estados Unidos e levantando questões sobre a eficácia do sistema multilateral nas relações internacionais.
As implicações do ‘Conselho de Paz’ podem incluir um aumento das tensões geopolíticas, especialmente se outros países adotarem uma postura cautelosa em relação à nova estrutura. Trump parece buscar consolidar a influência americana na região, o que pode resultar em uma maior instabilidade no sistema internacional. A resistência de potências como as da Europa e do BRICS sugere que, por enquanto, a ONU não enfrentará um esvaziamento significativo.

