Robert Moreno, ex-treinador da seleção espanhola, voltou a ser notícia após sua demissão do Sochi FC, na Rússia, em setembro. O presidente do clube alegou que Moreno foi desligado devido ao uso excessivo de inteligência artificial em sua abordagem de treinamento e seleção de jogadores. Em resposta, o treinador divulgou uma carta aberta, negando as acusações e reafirmando que as decisões eram tomadas pela comissão técnica, e não por IA.
O contexto atual do futebol está marcado por uma crescente adoção de tecnologias, como o aplicativo CUJU, que busca descobrir novos talentos por meio da inteligência artificial. Com mais de 150 mil usuários no Brasil, o aplicativo permite que jogadores realizem exercícios e recebam uma pontuação com base em seu desempenho. Luiz Gustavo, ex-jogador da seleção brasileira, é um dos fundadores e embaixadores do programa, que visa democratizar o acesso ao desenvolvimento esportivo.
As declarações de Moreno e a ascensão de aplicativos como o CUJU levantam questões sobre o papel da tecnologia no futebol. Enquanto alguns veem a inteligência artificial como uma ferramenta para potencializar talentos, outros temem que ela possa substituir aspectos essenciais do esporte. A discussão sobre a integração da tecnologia no futebol está apenas começando, prometendo desdobramentos significativos no futuro.

