Um estudo divulgado pelo Centro para Estudos Estratégicos e Internacionais, dos EUA, aponta que a invasão russa da Ucrânia resultou em quase 2 milhões de baixas militares, incluindo mortos, feridos ou desaparecidos. A pesquisa revela que as forças russas sofreram as maiores perdas, com cerca de 325.000 soldados mortos desde o início do conflito, que já dura quase quatro anos. As forças ucranianas também enfrentaram perdas significativas, com estimativas de 500.000 a 600.000 baixas, das quais entre 100.000 e 140.000 foram mortes.
Na última terça-feira, um ataque aéreo russo atingiu um trem de passageiros no nordeste da Ucrânia, resultando na morte de cinco pessoas, conforme denunciado pelo presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy. O ataque, que deixou mais de 200 passageiros a bordo, foi considerado um ato de terrorismo e ocorreu em um contexto de intensificação das hostilidades, com uma série de ataques aéreos que deixaram 10 mortos em todo o país. A situação se agrava com a falta de eletricidade e aquecimento em Kyiv, afetando 710.000 residentes após os ataques.
Além disso, a Polônia criticou o uso do serviço Starlink pela Rússia para coordenar ataques. O ministro das Relações Exteriores da Polônia, Radosław Sikorski, pediu a Elon Musk que impeça o acesso russo ao serviço, que, segundo relatórios, está sendo utilizado para guiar ataques a cidades ucranianas. Essa situação acende um debate sobre a responsabilidade de empresas tecnológicas em conflitos armados e suas implicações éticas.

