STF resiste a pressão por código de conduta em meio a críticas públicas

Bianca Almeida
Tempo: 1 min.

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) expressam desconforto em relação à pressão pública por um código de conduta, embora estejam dispostos a discutir propostas apresentadas pela presidência. A ala mais resistente da Corte considera que a discussão sobre transparência, especialmente em relação a palestras e atividades externas, deve ser conduzida internamente, sem influência externa que possa comprometer a integridade do debate.

Apesar da resistência, há um reconhecimento da necessidade de estabelecer regras claras, como a divulgação de informações sobre palestras, incluindo local, convite e patrocínio. No entanto, ministros indicam que a exposição do tema ao público pode ser prejudicial, preferindo que ajustes de conduta sejam realizados em um ambiente reservado e de diálogo entre eles, sem a pressão da opinião pública.

O debate sobre o código de conduta ganhou relevância após declarações do presidente do STF, Edson Fachin, que defende maior transparência. O tema se torna ainda mais pertinente em meio a críticas à atuação do tribunal, especialmente relacionadas ao caso Master, conduzido pelo ministro Dias Toffoli, que enfrenta questionamentos sobre sua permanência na relatoria devido a possíveis conexões com indivíduos ligados ao caso.

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