Fim da isenção fiscal da BYD pode salvar 300 mil empregos no Brasil

Laura Ferreira
Tempo: 1 min.

O prazo para a isenção fiscal que permite a importação de kits para montagem de veículos eletrificados pela montadora BYD termina em 31 de janeiro de 2026. A Anfavea, associação do setor automotivo, estima que a não renovação do benefício pode preservar quase 300 mil empregos no Brasil, afetando tanto as montadoras quanto a cadeia de autopeças.

Com o fim da isenção, cerca de 69 mil empregos diretos nas montadoras podem ser salvos, além de 227 mil indiretos ao longo da cadeia produtiva. A Anfavea destaca que a atual política de incentivos fiscais pode desestimular investimentos em engenharia e desenvolvimento local, criando um cenário de dependência de importações e perdendo complexidade industrial. A situação gera discussões sobre a equidade no setor e a necessidade de regras mais claras.

A decisão sobre a renovação da isenção fiscal cabe ao governo federal e deve ser anunciada em breve, com implicações significativas para a economia brasileira. A expectativa é que a não renovação force uma reavaliação das estratégias das montadoras e a busca por maior conteúdo nacional. O impacto na arrecadação tributária e nas exportações também é uma preocupação, com estimativas de perdas que podem ultrapassar R$ 100 bilhões.

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