O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma declaração contundente ameaçando encerrar o apoio ao Iraque se Nouri Kamal al-Maliki, ex-primeiro-ministro, retornar ao cargo. Em suas declarações, Trump enfatizou que a volta de al-Maliki ao poder representaria um retrocesso, levando o país à pobreza e ao caos. Essa situação se tornou crítica após a suspensão da candidatura do atual primeiro-ministro, Mohammed Shia al-Sudani, abrindo caminho para al-Maliki.
A ameaça de Trump ocorre em um momento em que o Iraque busca equilibrar suas relações entre os EUA e o Irã, dois aliados cujas interações são marcadas por tensões. Caso os Estados Unidos decidam restringir o apoio, uma das medidas poderia incluir o acesso do Iraque às suas receitas petrolíferas, que estão sob controle do Federal Reserve de Nova York. Tal ação não apenas afetaria a economia iraquiana, mas também complicaria ainda mais a dinâmica política interna, especialmente em um cenário com forte influência iraniana.
As implicações da postura de Trump são significativas, pois ressaltam a pressão contínua dos EUA para limitar a influência do Irã no Iraque e exigem que o próximo governo iraquiano adote uma postura mais alinhada com os interesses de Washington. A possibilidade de sanções e a necessidade de desmantelar grupos militantes ligados ao Irã são pontos centrais nas negociações futuras. Assim, o futuro político do Iraque pode ser moldado não apenas por suas decisões internas, mas também pela pressão externa dos Estados Unidos.

