Ex-primeira-dama da Coreia do Sul é condenada por corrupção

Carlos Eduardo Silva
Tempo: 2 min.

Nesta quarta-feira, 28 de janeiro de 2026, a ex-primeira-dama da Coreia do Sul, Kim Keon Hee, foi condenada a 20 meses de prisão por corrupção, após aceitar subornos da Igreja da Unificação. A decisão foi tomada por um tribunal em Seul, onde foi determinado que Kim aceitou presentes de luxo em troca de favores políticos. O ex-presidente Yoon Suk Yeol, seu marido, enfrenta um julgamento separado por tentativa de golpe de Estado, com potencial pena de morte.

A condenação de Kim está inserida em um contexto de forte tensão política no país, onde as alegações de corrupção e abusos de poder são recorrentes. Apesar da condenação, a ex-primeira-dama foi absolvida de outras duas acusações, o que gerou descontentamento entre os promotores, que planejam recorrer. A Igreja da Unificação, que está no centro das investigações, nega qualquer tentativa de suborno, afirmando que suas doações eram voluntárias e sem expectativas de retorno.

As implicações dessa condenação podem ser significativas, não apenas para Kim, mas também para o cenário político sul-coreano. A decisão do tribunal levanta questões sobre a accountability de figuras públicas e a percepção de justiça em um ambiente já marcado por desconfiança. Enquanto isso, o ex-presidente Yoon aguarda seu veredito, que poderá trazer desdobramentos ainda mais severos para a liderança política do país.

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