Produtores de soja dos EUA enfrentam perdas históricas e criticam apoio do governo

Bianca Almeida
Tempo: 2 min.

A Associação Americana de Soja (ASA) anunciou, no dia 27 de janeiro, que os produtores de soja nos Estados Unidos enfrentam o terceiro ano consecutivo de perdas significativas. De acordo com Scott Gerlt, economista-chefe da ASA, a colheita de 2025 deve registrar os maiores custos por acre já vistos, enquanto os preços recebidos pelos agricultores permanecem em níveis baixos devido a problemas geopolíticos e custos recordes.

O relatório da ASA enfatiza o impacto negativo das tensões comerciais com a China, que restringiu suas importações de soja dos EUA entre maio e novembro de 2025. Durante esse período, a demanda foi atendida pelo Brasil e pela Argentina. Embora o governo dos EUA tenha anunciado compromissos de compra da China nos últimos meses de 2025, a ASA expressa preocupação quanto à possibilidade de que esses volumes não sejam atingidos, o que resultaria em uma queda significativa nas exportações em comparação aos anos anteriores.

Em resposta à crise, a ASA pressiona por políticas de incentivo ao biocombustível e critica a ajuda econômica disponibilizada pelo governo, que considera insuficiente. A associação defende a aprovação de novas obrigações de volume renovável para aumentar o esmagamento de soja e restaurar a competitividade do óleo de soja nacional. A falta de apoio adequado pode desencorajar os agricultores a continuar com o cultivo, em um momento em que os prejuízos já são estimados em US$ 75 por acre.

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