Aumento de preços de eletrônicos no Brasil devido à crise de chips de memória

Fernanda Scano
Tempo: 2 min.

A crise global de chips de memória está afetando os preços de eletrônicos no Brasil, com aumentos de pelo menos 20% em celulares e computadores. Esse cenário decorre da priorização por fabricantes na produção de memórias voltadas para servidores de inteligência artificial, o que tem reduzido a oferta disponível para o consumidor final. As projeções indicam que a situação pode se agravar nos próximos anos, com uma queda nas vendas de smartphones estimada em 2,1% para 2026.

Além do aumento nos preços, a pressão cambial e os custos elevados têm gerado um ambiente de incerteza para a indústria de eletrônicos. Fabricantes estão recorrendo a estratégias como a redução da quantidade de memória em novos dispositivos para conter os preços. Entretanto, isso pode levar a uma desaceleração na demanda, já que consumidores se mostram cautelosos diante das altas constantes e da inflação.

No Brasil, a situação é ainda mais desafiadora, com vendas de celulares em queda e um mercado de computadores estagnado. As expectativas de um aumento na demanda devido a eventos como a Copa do Mundo de futebol podem não ser suficientes para reverter a tendência. Mesmo assim, algumas empresas estão investindo em capacidade produtiva, buscando se adaptar a um cenário que promete ser prolongado e desafiador para o setor.

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