A Amazon anunciou a demissão de aproximadamente 16.000 funcionários corporativos, marcando a segunda rodada de cortes em três meses. Os cortes, que ocorrem em meio a uma reestruturação da empresa, são impulsionados pelo plano de integrar inteligência artificial generativa em suas operações. A gigante do comércio eletrônico, com sede em Seattle, já tinha demitido 14 mil trabalhadores em outubro, refletindo uma mudança em sua estratégia de gestão após um período de crescimento acelerado durante a pandemia.
Beth Galetti, vice-presidente sênior da Amazon, afirmou que a empresa está focada em reduzir níveis hierárquicos e aumentar a autonomia dos funcionários. Embora a empresa tenha crescido consideravelmente, os cortes não indicam dificuldades financeiras, já que a Amazon registrou um aumento significativo em seus lucros, alcançando cerca de US$ 21 bilhões no último trimestre. A companhia oferecerá indenizações e serviços de recolocação profissional aos funcionários afetados, que terão 90 dias para buscar novas oportunidades internas.
Os desdobramentos dessas demissões refletem um ambiente cauteloso no mercado de trabalho, com muitas empresas evitando contratações. A Amazon, além de cortar postos, continua a investir em áreas estratégicas, mostrando um equilíbrio entre inovação e eficiência. Com a crescente adoção de tecnologias, o futuro da força de trabalho pode ser significativamente afetado, não apenas na Amazon, mas em todo o setor tecnológico.

