O ranking ‘QS World University Rankings: Europe 2026’ revelou que a Itália ocupa o quarto lugar na Europa, com 65 universidades listadas. O Politécnico de Milão se destaca como a melhor instituição do país, posicionando-se em 45º lugar, enquanto a Universidade de Bolonha caiu de 48ª para 59ª. Esse cenário, embora positivo em termos de quantidade, esconde desafios significativos no setor educacional italiano.
O relatório destaca um paradoxo: enquanto a Itália é um dos maiores exportadores de estudantes da Europa, sua capacidade de atrair novos alunos é limitada. Nos últimos dez anos, cerca de 100 mil graduados entre 25 e 35 anos deixaram o país em busca de melhores oportunidades. Além disso, a baixa empregabilidade das universidades italianas se torna evidente, com apenas a Universidade La Sapienza de Roma figurando entre as 50 melhores em termos de resultados de emprego.
Essas informações foram comentadas pelo governador do Banco da Itália, que ressalta a necessidade de transformar a excelência acadêmica em oportunidades de trabalho e inovação. Das universidades previamente classificadas, 14 subiram e 35 caíram no ranking, refletindo um índice de declínio de 41%. Essa situação evidencia a urgência de políticas que conectem a formação acadêmica às demandas do mercado de trabalho, essencial para reter talentos no país.

