Sirin Kale e Lucy Osborne, jornalistas do Guardian, foram homenageadas como mulheres do ano no Women in Journalism awards, em 28 de janeiro de 2026. O reconhecimento se deu pela investigação que expôs acusações de conduta sexual inadequada contra o ator e diretor Noel Clarke, feitas por mais de 20 mulheres. Durante a cerimônia, Osborne destacou a bravura das fontes que decidiram testemunhar, mesmo diante de uma ação legal movida por Clarke contra o veículo.
A investigação realizada por Kale e Osborne não apenas trouxe à tona as alegações, mas também gerou um debate significativo sobre a cultura de assédio e a necessidade de um ambiente seguro para as mulheres. A coragem das testemunhas em se manifestar, mesmo sob ameaças legais, foi um ponto central da premiação. O reconhecimento das jornalistas reflete a importância do jornalismo investigativo na luta contra a impunidade para casos de violência de gênero.
Essa premiação implica um reconhecimento mais amplo da necessidade de mudança na indústria do entretenimento e na sociedade em geral. A visibilidade dada a esses casos pode incentivar mais mulheres a compartilharem suas experiências e buscar justiça. Assim, a atuação de Kale e Osborne se torna um marco importante na promoção de um diálogo sobre assédio sexual e a responsabilidade dos meios de comunicação em abordar essas questões.

