Estudo aponta que o planeta não está pronto para calor extremo até 2050

Fernanda Scano
Tempo: 2 min.

Um estudo recente da Universidade de Oxford alerta que até 3,8 bilhões de pessoas poderão enfrentar calor extremo até 2050, com impactos severos em países como Brasil, Indonésia e Nigéria. O principal autor da pesquisa, Jesus Lizana, destaca que a população exposta a essas condições pode quase dobrar se a temperatura média global aumentar 2°C acima dos níveis pré-industriais. A urgência em adaptar-se a essa realidade é maior do que se imaginava, requerendo investimentos em infraestruturas de resfriamento sustentável.

A pesquisa, publicada na revista Nature Sustainability, evidencia que a demanda por refrigeração aumentará significativamente, principalmente nas nações em desenvolvimento, onde centenas de milhões de pessoas não têm acesso a ar-condicionado. Além do Brasil, países como República Centro-Africana e Sudão do Sul também enfrentam altas temperaturas que afetam a saúde e a qualidade de vida. Em países com climas mais frios, como Canadá e Finlândia, a situação é igualmente preocupante, pois suas infraestruturas não estão preparadas para altas temperaturas.

A exposição prolongada ao calor extremo pode levar a sérios problemas de saúde, desde tontura até falência de órgãos. As pessoas mais vulneráveis, especialmente as menos favorecidas, serão as mais afetadas por essa tendência. Ao mesmo tempo, países mais ricos se mostram despreparados para enfrentar os desafios que o aumento das temperaturas trará nos próximos anos, exigindo ações imediatas para garantir a proteção da população.

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