O Conselho Federal de Medicina (CFM) está considerando a possibilidade de restringir o registro profissional de aproximadamente 13 mil estudantes de medicina que não consigam atingir a nota mínima exigida no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica. Esta proposta surge em um contexto onde cerca de 30% dos 351 cursos de medicina avaliados no Brasil demonstraram desempenho insatisfatório, resultando em restrições para essas instituições que não poderão aumentar o número de vagas e terão sua participação em programas como o Fies suspensa.
As medidas propostas pelo CFM geram um intenso debate sobre o impacto no mercado de trabalho e na cobertura de saúde pública, levantando preocupações sobre a quantidade de novos médicos disponíveis para atender à demanda. Além disso, a situação ressalta a necessidade de reavaliação das políticas de expansão do ensino médico no Brasil, dado o desempenho inadequado de uma parte significativa dos cursos. Para discutir essas questões, especialistas, como Antônio Braga e Paulo Chanan, foram convidados a participar de um debate transmitido pela Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro.
Essas discussões são fundamentais para entender as implicações a longo prazo da formação médica no país. A possibilidade de restrições no registro profissional pode influenciar a qualidade da saúde pública e a confiança na formação de novos médicos. Assim, o CFM busca não apenas garantir padrões de qualidade na educação médica, mas também assegurar a adequação da oferta de profissionais à demanda do sistema de saúde brasileiro.

