A Dívida Pública Federal (DPF) do Brasil pode alcançar entre R$ 9,3 trilhões e R$ 10,3 trilhões até o final de 2026, após ter encerrado 2025 acima de R$ 8,6 trilhões. As novas estimativas foram apresentadas pelo Tesouro Nacional em 28 de janeiro de 2026, em seu Plano Anual de Financiamento (PAF), que também delineia a composição da dívida para o próximo ano.
O PAF indica uma mudança na composição da dívida, com o governo buscando reduzir a participação de títulos prefixados e aumentar a de papéis corrigidos pela taxa Selic, atualmente nos maiores níveis em quase dois anos. Essa estratégia pode facilitar a atração de investidores, mas também acarreta um aumento no risco de endividamento, especialmente em cenários de elevação dos juros básicos da economia.
Por fim, o Tesouro Nacional assegura que possui mecanismos de segurança para honrar os vencimentos da dívida, incluindo reservas internacionais e um colchão financeiro significativo. Essa abordagem visa garantir a capacidade de financiamento do governo em casos de crise econômica, refletindo a complexidade e os desafios na gestão da dívida pública brasileira.

