Operação Mederi desvenda esquema de corrupção na Saúde no RN

Gustavo Henrique Lima
Tempo: 2 min.

A Polícia Federal deflagrou a Operação Mederi em 27 de janeiro de 2026, com o objetivo de investigar um esquema de desvios de verbas da Saúde em cinco municípios do Rio Grande do Norte. Os investigadores descobriram que a expressão ‘no isopor’ era utilizada para se referir ao pagamento de propinas e à coordenação de saques em dinheiro, envolvendo prefeitos e empresários, totalizando um desvio estimado em R$ 13 milhões.

Durante as diligências, que abrangeram 35 endereços, a PF apreendeu maços de dinheiro ocultos em caixas de isopor, confirmando as suspeitas de fraudes em licitações de medicamentos. Prefeitos de Mossoró, Paraú e São Miguel, além de outros envolvidos, foram alvos de busca e apreensão, enquanto as empresas Dismed e Drogaria Mais Saúde foram identificadas como participantes do esquema. A investigação destaca a necessidade de coordenação para saques fracionados, sugerindo tentativas de esconder a movimentação financeira.

As implicações da Operação Mederi são significativas, uma vez que os investigados poderão ser responsabilizados por desvios de recursos públicos e fraudes administrativas. O desembargador que autorizou as diligências mencionou que as práticas ilícitas foram lideradas por altos escalões das gestões municipais, levantando questões sérias sobre a corrupção na administração pública. A defesa do prefeito de Mossoró afirmou que ele colaborou com as investigações, ressaltando a importância da transparência e do respeito às instituições.

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