Um estudo divulgado recentemente aponta que, se as tendências atuais de consumo de plástico persistirem, a humanidade poderá perder 4,5 milhões de anos de vida saudável até 2040. As emissões tóxicas associadas à produção e ao descarte do plástico têm gerado doenças e contaminação ambiental significativa, afetando não apenas o solo e os oceanos, mas também a saúde humana diretamente. A pesquisa, publicada na revista The Lancet Planetary Health, analisa diferentes cenários futuros, considerando o aumento da produção de plástico e suas consequências.
Os pesquisadores destacam que o ciclo de vida do plástico, desde a extração de petróleo até o descarte, contribui com emissões de gases de efeito estufa e substâncias químicas nocivas. Em 2016, a humanidade perdeu aproximadamente 2,1 milhões de anos de vida devido à quantidade de plástico já presente. As previsões indicam que, se a situação não mudar, esse número pode mais que dobrar em apenas duas décadas, com a produção de plástico global podendo triplicar até 2060, conforme dados da OCDE.
Diante desse cenário alarmante, especialistas defendem a implementação de ações políticas urgentes para controlar a produção e o uso de plástico. Embora a produção de plástico represente uma fração menor das emissões totais, suas consequências para a saúde e o meio ambiente são profundas. O estudo sugere que um pacto global robusto e legalmente vinculativo é essencial para enfrentar essa crise, mas esforços anteriores para estabelecer tais acordos falharam, destacando a necessidade de um compromisso internacional mais eficaz.

