A líder opositora venezuelana María Corina Machado manifestou sua desconfiança em relação à sugestão do presidente colombiano, Gustavo Petro, de que Nicolás Maduro deveria ser devolvido à Venezuela para ser julgado. Em uma coletiva de imprensa na quarta-feira, 28, após um encontro com o secretário de Estado americano, ela destacou a complexidade da proposta, afirmando que isso poderia colocar em risco a vida de juízes que se opõem ao regime.
Machado levantou preocupações sobre a segurança de qualquer magistrado que tome decisões contrárias aos interesses do governo, citando o caso da juíza María Lourdes Afiuni, que foi detida por suas decisões. Ela argumentou que, em um ambiente onde não há garantias de justiça, ser julgado em um tribunal venezuelano pode ser mais arriscado do que a justiça internacional, onde Maduro e sua esposa aguardam julgamento por acusações de narcotráfico.
Por fim, a opositora enfatizou a importância de um acompanhamento do processo judicial internacional, reiterando que a justiça deve ser aplicada de forma justa e independente. Machado expressou sua esperança de que a situação da Venezuela, da Colômbia e da região como um todo melhore por meio de um processo legal efetivo e transparente.

