O Campeonato Brasileiro de 2026 começou nesta quarta-feira (28) e se consolidou como a principal força econômica das Américas, apresentando um valor de mercado de cerca de R$ 11 bilhões. A ascensão das Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs), com oito clubes na elite, transformou o cenário esportivo brasileiro, atraindo investimentos que antes eram restritos ao mercado europeu.
A implementação da Lei 14.193/21 levou à criação de 117 clubes sob o modelo SAF, destacando-se o Cruzeiro, com uma valorização impressionante. A mudança não apenas elevou a média de valor dos clubes, mas também trouxe um novo panorama de competitividade, com a possibilidade de investimentos robustos em infraestrutura e elenco, conforme demonstrado pelas transferências recordes desta temporada.
Entretanto, a sustentabilidade financeira continua sendo um desafio vital. A nova reforma tributária, que impõe uma carga maior sobre clubes associativos, pode acelerar a migração para o modelo SAF, enquanto a CBF implementa diretrizes rigorosas para equilibrar gastos e receitas. O futuro do futebol brasileiro dependerá da capacidade de gestão e governança dos clubes, fundamentais para garantir a saúde financeira a longo prazo.

