Jerome Powell evita polêmicas em coletiva sobre juros do Fed

Eduardo Mendonça
Tempo: 2 min.

Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, conduziu uma coletiva no dia 28 de janeiro de 2026, em um ambiente tenso marcado por investigações institucionais. Durante o evento, que tinha como foco a decisão de manter a taxa de juros inalterada, Powell se esquivou de perguntas sobre sua conduta e a atual crise que envolve a instituição. Essa situação se agrava com a necessidade de justificar sua presença em uma audiência da Suprema Corte, um gesto que levantou críticas de figuras políticas como o secretário do Tesouro.

A pressão sobre Powell é palpável, especialmente em meio às intimações relacionadas aos custos de reformas no Fed. Sua hesitação em comentar sobre questões políticas e a situação do dólar indicam uma preocupação com a interpretação de suas palavras em um contexto de crescente instabilidade institucional. O presidente do Fed parece estar consciente de que cada declaração pode ser descontextualizada, o que reflete uma nova realidade onde as linhas entre política fiscal, jurídica e monetária estão mais borradas do que nunca.

Com o fim de seu mandato se aproximando em maio, a possibilidade de uma nova liderança no Fed gera apreensão entre investidores e economistas. A expectativa é que um novo presidente possa ter uma abordagem mais flexível em relação à inflação, o que poderia comprometer a credibilidade do regime monetário americano. A confiança em bancos centrais é delicada e, caso se perca, pode levar anos para ser restaurada, colocando em xeque a autonomia do Fed em um cenário econômico já desafiador.

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