A corrida pela sucessão de António Guterres no cargo de secretário-geral da ONU, que se encerrará em janeiro de 2027, pode ser dominada por mulheres da América Latina e do Caribe. Embora a seleção do novo líder esteja programada para o próximo ano, já existem movimentações significativas nos bastidores, com forte atenção voltada para a região e suas candidatas.
A tradição não escrita da ONU sugere que, nesta rodada, a América Latina e o Caribe tenham prioridade na nomeação, uma vez que a posição já foi ocupada apenas uma vez por um político da região. A pressão por uma mulher à frente da organização é crescente, com figuras como Michelle Bachelet e Rebeca Grynspan se destacando como potenciais líderes, além de outras candidatas promissoras que também podem trazer novas perspectivas para a ONU.
À medida que a seleção avança, a escolha de uma mulher para liderar a ONU pode ser vista como um passo crucial para fortalecer a relevância da organização em questões globais, especialmente em um contexto onde a liderança feminina ainda é rara. Com o único homem na disputa sendo Rafael Grossi, a expectativa é de que as líderes latino-americanas tenham a oportunidade de moldar o futuro da organização, respondendo a desafios contemporâneos com vozes diversas e experiências significativas.

