O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil decidiu manter a projeção de inflação acumulada em 12 meses até o terceiro trimestre de 2027 em 3,2%. Essa taxa está ligeiramente acima do centro da meta de inflação, estabelecida em 3%, evidenciando que a trajetória atual da Selic, fixada em 15% ao ano, pode não ser suficiente para assegurar a convergência dos preços a essa meta nos próximos seis trimestres.
Durante a reunião, o Copom destacou que os riscos para a inflação permanecem elevados, tanto para cima quanto para baixo. Entre os riscos de alta, foram mencionadas preocupações com a desancoragem das expectativas de inflação e a resiliência da inflação de serviços. Por outro lado, riscos de baixa incluem uma possível desaceleração mais acentuada da atividade econômica e uma redução nos preços das commodities, que poderiam ter efeitos desinflacionários.
Com a Selic mantida, o Brasil continua a ter uma das maiores taxas de juros reais do mundo, atingindo 9,23%. Essa situação reflete um ambiente econômico desafiador e a necessidade de monitorar continuamente as expectativas de inflação, assegurando que as decisões de política monetária sejam adequadas para lidar com os riscos identificados e promover a estabilidade econômica.

