O Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil decidiu, nesta quarta-feira, 28 de janeiro de 2026, manter a taxa Selic em 15% ao ano pela quinta vez seguida. Essa decisão ocorre em um contexto de inflação de 4,5% nos últimos 12 meses, de acordo com o IPCA-15, e atende às expectativas do mercado financeiro, que previa a manutenção dos juros. Desde junho do ano passado, essa taxa se encontra no maior nível em duas décadas.
A autoridade monetária destaca a incerteza do ambiente econômico externo, especialmente em relação aos Estados Unidos, e não descarta a possibilidade de aumentar a taxa de juros se necessário. Apesar dos sinais de moderação no crescimento da economia brasileira, a resiliência do mercado de trabalho continua a gerar pressões inflacionárias. Além disso, o último IPCA-15 mostrou um aumento de 0,20% em janeiro, levemente inferior ao previsto pelo mercado.
A decisão do Copom reflete um compromisso com a meta de inflação de 3%, com uma banda de tolerância de 1,5%. O Banco Central indica que a política monetária permanecerá restritiva por um longo período, conforme observado em sua deliberação anterior. As projeções do Boletim Focus sugerem que a Selic pode cair para 12,25% até o final do ano, mas a nova edição do boletim, a ser divulgada na próxima segunda-feira, poderá alterar essas expectativas.

