Na noite de 28 de janeiro de 2026, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, por unanimidade, manter a taxa Selic em 15,0% ao ano. A medida já era esperada pelo mercado financeiro, onde 36 das 37 instituições consultadas anteciparam a decisão. Essa continuidade na taxa reflete uma estratégia de cautela em um cenário econômico incerto.
Esse é o quinto encontro consecutivo que o Copom opta por manter a Selic nesse patamar, uma postura que sinaliza preocupação com a estabilidade econômica. Desde setembro de 2024, o Banco Central já havia elevado a taxa em 4,50 pontos percentuais, o que representa um dos maiores ciclos de alta em duas décadas. A comparação com o aumento de 11,75 pontos em um período anterior, entre março de 2021 e agosto de 2022, evidencia a gravidade da situação pós-pandemia.
As implicações dessa decisão são significativas, uma vez que a manutenção da taxa Selic pode impactar o crescimento econômico e a inflação no Brasil. O Copom busca equilibrar a necessidade de controlar a inflação com o estímulo ao crescimento econômico em um ambiente desafiador. A continuidade dessa taxa poderá influenciar decisões de investimento e o comportamento dos consumidores nos próximos meses.

