Pesquisadores da Sociedade Ecológica Britânica revelaram que humanos e pássaros guia-do-mel em vilarejos africanos se comunicam através de dialetos sonoros regionais durante a busca por mel. As aves ajudam caçadores a localizar colmeias em troca de cera e larvas, desenvolvendo um sistema de comunicação único que varia entre as comunidades. Na Tanzânia, caçadores utilizam assobios, enquanto em Moçambique, grunhidos são a norma.
O estudo mostrou que os sons emitidos por humanos variam conforme a localização, com diferenças mais marcantes entre vilarejos distantes. As aves se adaptam a esses sinais específicos, respondendo mais efetivamente a eles do que a sons desconhecidos. Essas variações são culturais, não ambientais, o que indica uma rica diversidade na comunicação entre as comunidades humanas e as aves.
Os resultados trazem à tona um exemplo raro de cooperação entre humanos e animais não domesticados. Esse fenômeno sugere que a comunicação entre espécies pode ser mais complexa do que se pensava, tendo implicações importantes para a pesquisa em etologia e conservação. Entender esses vínculos poderá contribuir para a preservação de práticas culturais e da biodiversidade nas regiões estudadas.

