Manutenção da Selic em 15% prejudica construção civil no Brasil

Bruno de Oliveira
Tempo: 2 min.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil anunciou a manutenção da taxa Selic em 15% durante sua reunião em 28 de janeiro de 2026. Essa decisão foi recebida com cautela pelo setor da construção civil, que depende fortemente de financiamentos a longo prazo e já enfrenta um cenário econômico desafiador. O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) expressou preocupações sobre os efeitos restritivos dessa política monetária sobre a demanda por imóveis e novos empreendimentos.

A alta taxa de juros impacta não apenas o crédito habitacional, mas também toda a cadeia produtiva da construção. De acordo com Renato Correia, a política monetária contracionista encarece o crédito, reduz a confiança dos investidores e desacelera a atividade do setor. Ele ressaltou que, sem uma trajetória de queda nas taxas de juros, a recuperação da atividade econômica pode ser comprometida, afetando empregos e renda.

Os efeitos dessa decisão do Copom podem se estender até 2026, o que gera um clima de incerteza no mercado imobiliário. Com a expectativa de que mais recursos se tornem disponíveis para financiamento imobiliário, as empresas do setor aguardam uma mudança significativa na política monetária que permita uma retomada mais consistente. A situação requer uma atenção especial, já que a construção civil é um dos pilares da economia brasileira e sua recuperação é crucial para o crescimento econômico do país.

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