Itaú aponta câmbio e emprego como chaves para corte na Selic

Fernanda Scano
Tempo: 2 min.

Em uma análise recente, Fernando Gonçalves, superintendente de pesquisa econômica do Itaú, afirmou que a decisão sobre o corte da Selic em março não será tomada de forma apressada pelos diretores do Banco Central. Ele ressaltou que o comportamento do câmbio, atualmente em torno de R$ 5,20 por dólar, e a taxa de desemprego são fatores cruciais para determinar se a redução será de 0,25 ou 0,50 ponto porcentual.

Gonçalves explicou que a dificuldade do mercado em prever a magnitude do corte é compreensível, pois ainda há incertezas a serem resolvidas. Ele também mencionou que a divulgação de dados do mercado de trabalho, como os da Pnad e do Caged, será significativa para que o comitê do Banco Central se sinta confortável em implementar um corte mais agressivo. O cenário atual do câmbio proporciona uma maior confiança, mas não garante um corte imediato de 0,50 ponto.

Atualmente, o Itaú mantém sua previsão de um corte de 0,25 ponto na Selic em março, o que levaria a taxa a 12,75% ao final do ciclo de afrouxamento. O Banco Central, que decidiu manter a Selic em 15%, indicou que a flexibilização monetária pode começar em março, mas sem especificar a velocidade dos cortes. Essa orientação, embora útil, tem sido considerada surpreendente, dado que o Banco Central já havia afirmado que não precisava sinalizar suas intenções antes de qualquer movimento.

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