Itaú analisa fatores que influenciam corte da Selic em março de 2026

Fernanda Scano
Tempo: 2 min.

A decisão sobre a magnitude do corte da taxa Selic em março de 2026 ainda está em aberto, conforme avaliação de Fernando Gonçalves, superintendente de pesquisa econômica do Itaú. Ele aponta que tanto o comportamento do câmbio quanto a situação do mercado de trabalho são cruciais para a escolha entre uma redução de 0,25 ou 0,50 ponto percentual nos juros.

Gonçalves ressalta que, se a cotação do dólar permanecer em torno de R$ 5,20, o Banco Central poderá se sentir mais confiante para iniciar o ciclo de cortes. No entanto, a estabilidade do câmbio não garante um corte de 0,50 ponto, sendo necessárias observações adicionais sobre o mercado de trabalho. A divulgação dos dados da Pnad e do Caged, que ocorrerá esta semana, será determinante para essa análise.

Atualmente, o Itaú projeta um corte de 0,25 ponto na Selic, com expectativa de que a taxa chegue a 12,75% ao final deste ciclo de afrouxamento monetário. O Banco Central, após decidir manter a Selic em 15%, indicou que a flexibilização pode começar em março, embora não tenha detalhado o ritmo dos cortes. Gonçalves considera útil o guidance do BC, embora tenha sido uma surpresa, dado que a instituição havia anteriormente afirmado que não necessitava sinalizar suas ações antes de implementá-las.

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