Guilherme Delaroli assume governo do Rio em meio a crises sucessórias

Isabela Moraes
Tempo: 2 min.

Guilherme Delaroli, presidente em exercício da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), assumirá temporariamente o governo do estado a partir de domingo, em virtude da viagem do governador Cláudio Castro e do presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Couto. A necessidade dessa substituição se torna evidente, já que nenhum dos quatro ocupantes legais dos cargos estará disponível para governar. Com a população fluminense sob sua responsabilidade, Delaroli se prepara para a abertura do ano legislativo na Alerj, marcada para segunda-feira.

A situação atual evidencia uma lacuna na legislação estadual, que não previu a possibilidade de esgotamento da linha sucessória. A renúncia do vice-governador e a prisão de um deputado contribuíram para essa inusitada circunstância. Especialistas em Direito Constitucional afirmam que a escolha de Delaroli, apesar de excepcional, é a mais adequada, embora a legitimidade de sua atuação possa ser contestada judicialmente, gerando incertezas no cenário político do estado.

Com a possibilidade de Delaroli ser alçado ao cargo de governador por um período mais longo, até a realização de uma eleição indireta, a situação se torna ainda mais complexa. O presidente do TJ, que deveria assumir temporariamente, pode ser obrigado a permanecer no cargo por mais tempo devido à desincompatibilização de Castro para sua candidatura ao Senado. Essa transição de poder, marcada por incertezas, poderá trazer implicações significativas para a administração pública e o processo legislativo no estado do Rio de Janeiro.

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