Uma equipe internacional de pesquisadores divulgou, na segunda-feira (26/01), um mapa detalhado da matéria escura, publicado na revista Nature Astronomy. Utilizando dados do telescópio espacial James Webb, o estudo sugere que a matéria escura foi crucial para a distribuição das galáxias, consolidando sua reputação como a principal ‘arquiteta’ do universo.
Os cientistas, provenientes de instituições como a Universidade de Durham e a NASA, afirmam que a matéria escura representa cerca de 26% do universo, apesar de não poder ser observada diretamente. Este novo mapa, que abrange uma área na constelação de Sextans, identificou quase 800 mil galáxias e oferece a resolução mais alta já obtida, permitindo visualizar a estrutura invisível que sustenta o cosmos.
As implicações desse estudo são vastas, pois revelam como a matéria escura interage com a matéria normal, influenciando a formação de estrelas e galáxias. Segundo os pesquisadores, a ausência de matéria escura poderia ter impedido o surgimento da vida na Terra. Assim, este avanço não apenas ilumina a estrutura do universo, mas também gera novas perguntas sobre a origem da vida e a dinâmica cósmica.

