Endividamento das famílias brasileiras atinge 49,8% da renda anual em novembro

Carlos Eduardo Silva
Tempo: 1 min.

Em novembro, o endividamento das famílias brasileiras atingiu 49,8% da renda anual, conforme dados do Banco Central. Este índice representa um aumento de 0,5 ponto percentual em relação ao mês anterior e é o mais alto registrado no atual governo, embora ainda esteja abaixo do recorde histórico de 49,9% alcançado em julho de 2022.

Após uma queda no endividamento entre o início do mandato de Lula e dezembro de 2023, quando o índice chegou a 47,7%, as dívidas voltaram a subir. A manutenção da taxa Selic em 15% contribuiu para um aumento de 1,5 ponto percentual nos últimos doze meses. O levantamento considera todas as dívidas das famílias com instituições financeiras, incluindo financiamentos e cartões de crédito.

Esse cenário revela que quase metade da renda anual das famílias está comprometida com dívidas bancárias. Apesar do aperto financeiro, o volume total de crédito concedido às famílias continua a crescer. Com o endividamento sem financiamento imobiliário subindo de 30,9% para 31,3%, a situação financeira das famílias brasileiras requer atenção e medidas adequadas para evitar maiores dificuldades.

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