O Banco Central do Brasil anunciou a abertura de uma investigação interna para apurar as circunstâncias do escândalo envolvendo o Banco Master, controlado por um empresário. A sindicância, que visa entender possíveis falhas no processo de fiscalização e liquidação da instituição, foi iniciada sob a determinação do presidente do BC, Gabriel Galípolo, no final do ano passado. A situação se agrava com a renúncia de dois altos executivos do Departamento de Supervisão Bancária do BC, que deixaram seus cargos durante a apuração.
A investigação ocorre em um momento delicado, uma vez que o Banco Master enfrentou sérios problemas financeiros após um crescimento desmedido, captando recursos com taxas acima do mercado. A crise culminou na decisão do Banco Central de liquidar a instituição em novembro de 2025, o que levou à suspensão de suas atividades e ao bloqueio de bens. A sindicância busca não apenas identificar falhas, mas também aprimorar os controles e regras para evitar recorrências no sistema financeiro.
Os desdobramentos desse caso trazem preocupações sobre a integridade do sistema bancário brasileiro, especialmente considerando as alegações de irregularidades em transações financeiras. A investigação do BC, com a colaboração da Polícia Federal, poderá resultar em mudanças significativas nas práticas de supervisão e na legislação relacionada a instituições financeiras. A expectativa é que a apuração traga mais transparência e segurança aos investidores e ao mercado como um todo.

