O México está em busca de uma renegociação comercial com os Estados Unidos, especialmente na indústria de brinquedos, que enfrenta desafios devido ao aumento das tarifas sobre importações. Recentemente, o governo mexicano elevou as tarifas de produtos de países sem acordos comerciais para até 35%, afetando diretamente a China. Essa medida é vista como um alinhamento do México com os interesses americanos, coincidente com a revisão do T-MEC, acordo que também inclui o Canadá.
A presidente Claudia Sheinbaum defende que as tarifas visam fortalecer a economia mexicana e estimular a produção local. Entretanto, a indústria de brinquedos, que inclui marcas como Lego e Mattel, alerta para o impacto financeiro que essa estratégia pode gerar. O polietileno, crucial para a produção, é em parte fornecido pela estatal Pemex, mas a dependência de importações continua a ser um desafio significativo.
Analistas indicam que a situação atual tem implicações geopolíticas, especialmente com a influência da China nas negociações do T-MEC. Enquanto alguns setores se beneficiam dessas tarifas, outros, como o automotivo, permanecem apreensivos. A indústria de brinquedos espera que a conclusão das negociações seja favorável, pois a sobrevivência do setor pode depender de um desfecho positivo nesta disputa comercial.

