Cientistas resolveram um enigma médico de mais de 12 mil anos na Itália, ao identificar uma rara doença genética em múmias da Gruta do Romito. A pesquisa, publicada no New England Journal of Medicine, foi liderada por pesquisadores da Universidade Sapienza de Roma, da Universidade de Viena e do Hospital Universitário de Liège, e revela que a displasia acromesomélica já existia na pré-história.
A análise do DNA de duas múmias, uma adulta e uma adolescente, mostrou que a jovem apresentava ambas as cópias do gene Npr2 alteradas, confirmando o diagnóstico da doença. O estudo sugere que a mãe, portadora de apenas uma cópia mutada do gene, não desenvolveu a condição, mas apresentava estatura abaixo da média. Esses achados lançam luz sobre a presença de doenças genéticas raras na evolução humana.
Além da descoberta médica, os resultados indicam que a comunidade de caçadores-coletores da época proporcionava cuidados sociais significativos à adolescente. O pesquisador Alfredo Coppa sugere que seus companheiros a ajudavam a se alimentar e a se locomover em um ambiente desafiador, evidenciando a existência de estruturas sociais complexas há milênios.

