O mercado de trabalho no Brasil encerrou o ano de 2025 com a adição de 1,28 milhão de novos postos com carteira assinada, embora esse número represente a menor taxa de crescimento desde 2020. De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o aumento foi de apenas 2,71%, inferior aos índices de 2023 e 2024, que foram de 3,3% e 3,69%, respectivamente.
Em dezembro, o cenário se tornou mais preocupante, com a perda de 618 mil postos de trabalho, resultando em um recuo de 1,26% em relação ao mesmo mês do ano anterior. No entanto, o balanço anual ainda indicou crescimento em todos os principais setores da economia, com o setor de serviços liderando a criação de empregos, seguido pelo comércio. As regiões do Sudeste e Nordeste se destacaram na geração de novas vagas, contribuindo para o resultado positivo em todo o país.
As implicações desse desempenho no mercado de trabalho refletem uma recuperação lenta e desigual, com desafios persistentes para a economia brasileira. A queda na remuneração média de novos empregados e a redução no salário de quem deixou o emprego em dezembro também levantam preocupações sobre a qualidade das novas oportunidades. O governo e os especialistas devem monitorar essas tendências para implementar políticas que incentivem um crescimento mais robusto e sustentável no futuro.

