Tensões políticas ameaçam pesquisa científica na Groenlândia

Eduardo Mendonça
Tempo: 2 min.

Cientistas alertam que a colaboração internacional na pesquisa científica no Ártico pode estar ameaçada devido ao deterioramento das relações políticas entre os EUA e a Europa. O presidente dos EUA, Donald Trump, ressuscitou a ambição por recursos na Groenlândia, região crucial para a pesquisa climática e que enfrenta sérios riscos associados às mudanças climáticas. A perda da camada de gelo da Groenlândia, que cobre 80% de sua superfície, pode resultar em um aumento significativo do nível do mar, afetando milhões de pessoas globalmente.

Durante as últimas três décadas, pesquisadores de diversos países árticos colaboraram para entender a rápida degradação dessa região. No entanto, a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022 reverteu décadas de cooperação científica, levando ao congelamento de intercâmbios e à exclusão de pesquisadores russos de projetos cruciais, como o Interact. Essa situação levanta preocupações sobre a capacidade de monitorar as mudanças climáticas e seus impactos ambientais, uma vez que a ciência no Ártico é vital para compreender os desafios globais.

A diplomacia científica, que utiliza a pesquisa como um meio de diálogo entre nações, é mais importante do que nunca. Especialistas acreditam que a ciência pode servir como um caminho para construir interesses comuns entre países em conflito e promover a paz. No entanto, a atual situação geopolítica coloca em risco não apenas a pesquisa, mas também a colaboração necessária para enfrentar as mudanças climáticas que ameaçam a todos.

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