Senadores da CPI do Crime Organizado, Eduardo Girão e Magno Malta, protocolaram um requerimento pedindo a quebra de sigilo bancário e fiscal da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes. A solicitação abrange o período de 1.º de janeiro de 2024 a 1.º de janeiro de 2026 e visa acessar dados financeiros e registros em instituições como a Receita Federal e o Banco Central.
O requerimento tem como objetivo investigar possíveis padrões atípicos de movimentação financeira relacionados à advogada, especialmente em virtude de seu contrato com o Banco Master, que envolve serviços prestados a órgãos públicos. Os senadores argumentam que essa apuração é necessária para garantir a transparência e a legalidade na administração pública e que relações pessoais não devem obstruir a fiscalização do Congresso Nacional.
O pedido ainda precisa ser analisado pelos membros da CPI e, se aprovado, as informações requisitadas serão enviadas aos órgãos competentes. Girão e Malta destacam que a medida não é punitiva, mas uma ferramenta constitucional para a apuração de eventuais irregularidades e a identificação de esquemas de favorecimento indevido.

